PostHeaderIcon Escritório Lego

© Anders Sune Berg

Arquitetos: Rosan Bosch & Rune Fjord
Ano Projeto: 2010
Área construída: 2000 m²
Localização: Billund, Dinamarca
Fotógrafo: Anders Sune Berg

Os designers de LEGO são as pessoas mais sortudas do mundo – eles podem brincar com LEGO o dia inteiro! Já o departamento de desenvolvimento dos designers – LEGO PMD, possui um ambiente físico de trabalho que corresponde ao seu conteúdo lúdico – uma atmosfera onde a diversão, o jogo e a criatividade são fundamentais e onde o design físico proporciona aos adultos uma chance de ser parte da brincadeira das crianças.

© Anders Sune Berg

Com os valores “diversão”, “unidade”, “criatividade & inovação”, “imaginação” e “sustentabilidade” como base para o projeto, o LEGO PMD tornou-se um departamento único onde os designers podem participar do mundo de fantasia das crianças. LEGO não cria só diversão para os outros – trabalhar no LEGO PMD é divertido!

© Anders Sune Berg

A fim de criar um projeto com o foco em jogo, inovação e criatividade, foi dada total liberdade à imaginação. Do outro lado da sala, uma passagem existente foi transformada em um grande ambiente para se sentar, onde um estofamento azul claro torna a passarela em uma “nuvem” leve e macia.

© Anders Sune Berg

A nuvem se desdobra e se expande em sofás, assentos e um escorregador que conecta os dois pavimentos de modo lúdico e divertido.

© Anders Sune Berg

A ideia de escala é desafiada com elementos projetados como paredes gráficas de grama grande, um homem LEGO gigante e mesas com jardins de bonsai, assim, brincando com a percepção e a escala – quem é grande e quem é pequeno? Onde o trabalho acaba e a imaginação inicia?

© Anders Sune Berg

Através do desenho físico, os mundos de fantasia das crianças se tornam parte do dia-dia, originando a disposição para a criação do novo design para novos jogos e brincadeiras.

© Anders Sune Berg

Além disso, o projeto do LEGO PMD possibilita que os designers trabalhem mais próximos. No nível térreo, o espaço aberto no centro da sala cria um fluxo dinâmico onde os locais de encontros informais geram uma configuração para a interatividade social e a troca de informações.

© Anders Sune Berg

Para os lados, há uma sala para o trabalho concentrado e algumas plataformas de exibição especialmente desenhadas como pódios e torres modelo, possibilitando que os designers mostrem seus trabalhos, facilitando o compartilhamento de ideias e conhecimento pelo departamento.

© Anders Sune Berg

No primeiro pavimento, uma expansão da varanda criou espaço para cinco pequenas e três grandes salas de reunião, cada uma com sua própria cor, com fachadas de vidro e vista para o grande espaço aberto.

© Anders Sune Berg

Uma “Fun Zone” (zona de diversão) com uma mesa de barras amarelas cria um ambiente para relaxamento e interação social, onde o número de mesas para as crianças construírem torna possível que seus funcionários mais jovens testem os mais novos modelos e produtos.

© Anders Sune Berg

O novo LEGO PMD é um universo infantil onde a imaginação reina livremente – tanto para crianças quanto para os designers!

Ficha técnica:
•    Arquitetos: Rosan Bosch & Rune Fjord
•    Ano: 2010
•    Área construída: 2000 m²
•    Tipo de projeto: Interiores
•    Operação projetual: Reforma
•    Status: Construído
•    Materialidade: Plástico e Vidro
•    Estrutura: Metal
•    Localização: Billund, Dinamarca
•    Implantação no terreno: Isolado
Equipe:
1.   Arquitetos: Rosan Bosch & Rune Fjord
1.   Texto Original do inglês: Cortesia Autores

Fonte: Arch Daily

PostHeaderIcon WAN AWARDS 11 – Projeto Philips Head Office

PHILIPS HEAD OFFICE, SAO PAULO

First example of a new workplace concept in Brazil providing employees with high-mobility through shared use of space and technology, and management results.

Situated in Alphaville, a metropolitan area of Sao Paulo, the new Phillips Head Office has approximately 8000 sqm divided into four stories with 800 workstations to be shared by 1,000 employees, with no assigned workstation.

A mix of different workspaces were tailored to its business needs: open office areas for short and long stay and enclosed individual rooms were placed along the floorplan in order to facilitate communication or to be used for activities that require privacy and concentration, and for conference calls.

There are still different spaces for meetings – both formal and informal – and for integration and leisure. Breakout Spaces are turned into large social and convenience areas in a more relaxed and pleasant atmosphere. Meeting rooms of different dimensions can be found on the four floors.

The space settings were elaborated in accordance with the Global Design guidelines which were translated to the Brazilian cultural context originating, for this reason, the ideas of transparency, and incentive for creativity, innovation and well-being.

Upon arriving at the company, visitors are invited to SEE Phillips. Thus the corridor from the elevators to reach the reception areas where transformed into a tunnel, displaying the colors white and blue. The tunnel, with one of its sections shaped in a curve, works as a space for transition between the inside and the outside, the old and the new, the present and the future, what is already known and the unknown – increasing curiosity and, at the same time, reinforcing the way the brand is seen as innovative and connected to the new times.

Once inside, they have to FEEL Philips which is a colorful company. For this reason, the design was inspired in the Brazilian tropical atmosphere to show “an explosion” of green, yellow and magenta colors that compose the breakout spaces and the adhesive acrylic sheets used as high panels dividing the circulation areas between work groups.

The whole workspace is a show case of lighting solutions as well as a sustainable commercial site with the LEED accreditation.

View the photo gallery, below:

Fonte:World Architecture News

 

 

PostHeaderIcon Projeto Haiti

Project Haiti

Two years ago this week, Haiti was hit by the catastrophic earthquake that killed more than 315,000 people. As we look back and reflect on that monumental day, we see there is still a tremendous amount of work required to rebuild the country.

Where are we?
According to the U.S. Department of State , the United Nations has called this earthquake the largest urban disaster in modern history, affecting approximately 3 million people, displacing 1.5 million and creating 10 million cubic meters of rubble. Two years later some significant steps have been made – less than half of those originally displaced still remain in camps, half of the 10 million cubic meters of rubble has been removed and USAID has provided approximately $108 million for emergency shelter and shelter solutions – but we need to work faster and do so much more.

Update on Project Haiti
As many of you are aware, the U.S. Green Building Council, along with global architectural firm HOK as the pro-bono design partner, have been working to design and construct Project Haiti, an orphanage and children’s center in Port-au-Prince, which aims to be a LEED® Platinum.

Project Haiti

Project Haiti is part of our commitment to create a replicable, resilient model for rebuilding and will provide a safe, comfortable and nurturing environment for dozens of families in Haiti who need it most. Today, we release HOK’s new design renderings and continue to push forward on making Project Haiti a reality. HOK’s sustainable design strategies are sensitive to the culture and history of Haiti, while at the same time they include passive elements that require minimal maintenance and are not dependent on mechanical systems.

Project Haiti
Aspects such as natural ventilation, a safe water supply, an on-site power generator that uses solar, wind and biofuel and biomimetic design features will all be incorporated to create a building that is environmentally and financially sustainable for the people of Haiti.

Donate Haiti

» Learn more about HOK’s sustainable design for Project Haiti
» Learn more about Project Haiti

Also visit USGBC’s blog to view “stories of support” for Project Haiti and read a message from USGBC’s President, CEO and Founding Chair Rick Fedrizzi.

PostHeaderIcon Produtividade do Futuro.

Sede da Philips

Por Giovanny Gerolla Fotos Pedro Vannucchi

Arquitetos previram espaços nos quais funcionários
não tem mesas privativas, e projetaram um escritório
que prioriza acirculação e a interação exigidas por
uma nova geração de profissionais e de modo de trabalho

Bastou a chamada geração Y – aquela nascida frente ao computador e à internet – chegar ao mercado de trabalho, para que conceitos norteadores da projeção de escritórios fossem colocados em cheque. No caso da Philips, a preocupação com a transparência e com espaços bem iluminados e abertos como estímulo à criatividade, à inovação intelectual produtiva e ao bem-estar fez a empresa buscar a parceria da Andrade Azevedo Arquitetura Corporativa.

Já sob o domínio das novíssimas tecnologias e redes virtuais, funcionários que chegam às corporações mostram-se habituados ao processo de absorção de uma grande quantidade de informação, porque são estimulados desde muito cedo. “São pessoas rápidas, inquietas e que não conseguem ficar paradas em um mesmo lugar, fazendo uma coisa só, ao longo de todo o dia”, analisa a arquiteta Cláudia Andrade.

O conceito Workplace Inovation (WPI), da Philips, foi trazido da Holanda e passou a ser estudado em seus pormenores pelo escritório de arquitetura aqui para projetar os quatro novos pavimentos da sede da Philips em Alphaville, região metropolitana de São Paulo. “O projeto leva em conta a realidade social atual, e para o ambiente de trabalho para ser flexível e estimulante”, explica Cláudia.

No novo escritório, ninguém tem lugar fixo de trabalho. Isso foi pensado porque, durante o expediente, várias atividades são exercidas – há momentos de encontros com grupos, outros de concentração para produção de relatórios ou conference calls, ou ainda de descontração para produção e reuniões informais.

“Pesquisas mostram que se você muda de ambiente por dez minutos e conversa, ou ouve uma música, estará regenerando para continuar o trabalho de modo muito mais produtivo”, justifica a arquiteta. Com isso, o projeto propôs espaços como organismos vivos, sempre em movimento.

O WPI, por sua vez, pedia por um menu variado de estações de trabalho. Os chamados Open Worksettings são locais abertos para atividades rápidas, onde o funcionário permanece até por no máximo, duas horas. “Não têm ergonomia própria para períodos mais extensos, conta Cláudia. A conexão é sem fio e nas baixas não há monitores nem teclados fixos: cada funcionário traz seu notebook.

Já os Enclosed Worksettings são salas pequenas, fechadas e individuais, para atividades que exijam silêncio e concentração no uso só telefone ou do computador.

“Há ainda diferentes espaços para reuniões – formais e informais -, e de integração e descontração”, enumera a arquiteta. Os Break Out Spaces se transformam em grandes áreas sociais de conveniência, que também servem para o trabalho em local descontraído de luz mais intimista. Salas de reunião estão em todos os quatro andares.

Cada andar foi dividido em quatro quadrantes que comportam, individualmente, uma espécie de vizinhança. Esse layout aproximou pessoas que trabalham por um mesmo fim e um mesmo bloco de cada pavimento. Isso não impede, no entanto, que quem tenha questões a resolver em outro departamento, em dia determinado, não possa simplesmente mudar de andar, carregando sua máquina.

“O mais importante é que cada um desses bairros, ou vizinhanças, tivessem tudo por perto – espaços abertos, privativos e de conveniência, além de tipologias diversas para salas de reunião.” Cada quadrante tinha que ser como um microcosmo completo da empresa.

O primeiro andar se diferencia, sua metade é ocupada por área de serviços, treinamentos, lanchonete, expedição, ambulatório e espaço de bem-estar. No quarto andar está a recepção e a maior sala de conferência.

“Como não haveria locais fixos de trabalho, um dos desafios foi encontrar um local próprio para correspondências. Para isso, na chegada de cada andar, há escaminhos – único espaço que pertence a seu grupo de trabalho.

DE CORES E LUZES A Philips possui guidelines para a comunicação visual de seus edifícios que conduzem arquitetos e lightthing designers. Assim não só a Andrade Azevedo, mas também a Franco & Fortes, responsável pelo projeto de luminotécnica, tiveram de estudar minuciosamente esses princípios básicos. “Desse estudo vieram as idéias de transparência, estímulo à criatividade e à inovação e ao bem-estar”, confirmam os arquitetos Cláudia e Gilberto Franco.

“Ao chegar à empresa, é preciso ver a Philips. Daí as cores branco e azul em um túnel que conduz visitantes dos elevadores à recepção”, apontam. O túnel, com uma de suas fases curva, foi executado em chapa de alumínio tipo ACM e pintura branca fosca. “Serve como espaço de transição entre o extremo e o interno, o velho e o novo, o futuro e o presente, o inusitado e o já conhecido – aguçando a curiosidade, ao mesmo tempo em que reforça a imagem da marca, como inovadora e conectada com os novos tempos.”

Elementos gráficos marcam a comunicação visual, enquanto tons de amarelo e magenta compõem circulações e divisões entre grupos entre grupos de trabalhos, com painéis de acrílicos adesivados.

Nas recepções e áreas de circulação, o forro é de gesso. As áreas de circulação, o forro é de gesso. As áreas de trabalho receberam forro modular acústico em placas de 62,5m x 62,5m, para melhor absorção de ruídos. Nos pisos usou-se carpete em placas que também possuem propriedades acústicas absorventes. “Recepção e área de integração têm piso vinílico e em réguas ou silestone branco, mais nobre.”

A especificação do mobiliário seguiu padrão estabelecido pelo WPI para ergonomia e funcionalidade: as cadeiras buscaram também atender a requerimentos legais brasileiros e às exigências da certificação de sustentabilidade.

A iluminação, por fim foi elemento importante, uma vez que a própria Philips é marca de forte presença neste setor. Para as áreas de conveniência, a atmosfera é cenográfica. Nas áreas de trabalho, mais dedicada. “A indicação das circulações é clara, e sancas foram destacadas; o cliente nos forneceu ainda luminárias decorativas que se associam a LEDs em diferentes formatos”, relata Gilberto Franco.

Grandes áreas de trabalho recebem lâmpadas fluorescentes, por serem duradouras e mais econômicas. Pontos de conveniência ou especializados substituem as dicroicas. A economia foi fio condutor de toda a concepção.

Fonte: Revista AU Ano 26, Edição 205 – Abril 2011.

PostHeaderIcon CIB W070 – 2º Seminário Internacional traz o tema da Inovação em GF.

Encontro teve a proposta de criar novas possibilidades de aprendizagem sobre este mercado.

Em cooperação, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e a Hong Kong Polytechnic University, promoveram na última sexta-feira (18/11), na capital paulista, o 2º Seminário Internacional CIB W070 em Gerenciamento de Facilidades.

Com o tema “Inovação em Gerenciamento de Facilidades”, o encontro teve a proposta de criar novas possibilidades de aprendizagem sobre este mercado. Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de também conhecer como está a Inovação e qualificação profissional no Brasil. Os painelistas foram Mauro Campos, vice-presidente da Associação Brasileira de Facilities (Abrafac); Gustavo Cardoso, diretor da Corenet – Chapter Brasil; e Neil Shah, diretor da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICs).

Professores Doutores Moacyr E. A. da Graça e José Roberto Castilho Piqueira, da Escola Politécnica da USP, e Danny Shiem-Shin Then, da The Hong Kong Polytechnic University

Professores Doutores Moacyr E. A. da Graça e José Roberto Castilho Piqueira, da Escola Politécnica da USP, e Danny Shiem-Shin Then, da The Hong Kong Polytechnic University

Neste painel, os representantes das três entidades expuseram o que estão fazendo em prol da qualificação profissional do Brasil e seus planos para o futuro. Como as propostas são sinérgicas e os planos estão por vir, sugerimos que o leitor acesse o site das entidades e acompanhe como estes grupos estão colaborando com a profissionalização das atividades nas áreas de Faciliy, Property e Real Estate.

Consulte:

• Associação Brasileira de Facilities – Abrafac – www.abrafac.org.br
• Corenet – Chapter Brasil – http://brazil.corenetglobal.org
• Royal Institution of Chartered Surveyors – RICs – www.rics.org

Claudia Andrade, arquiteta e diretora da Andrade Azevedo Arquitetura; Izabel Barros, da Steelcase; Paulo Eduardo Antoniolli, do MBA Gerenciamento de Facilidades/USP); Murilo Torpocov, da Informov Engenharia + Arquitetura; John Paz, sócio-diretor da (John Richard Locação de Móveis; e Alexandre Teixeira, da Enovarum Consulting

Claudia Andrade, arquiteta e diretora da Andrade Azevedo Arquitetura; Izabel Barros, da Steelcase; Paulo Eduardo Antoniolli, do MBA Gerenciamento de Facilidades/USP); Murilo Torpocov, da Informov Engenharia + Arquitetura; John Paz, sócio-diretor da (John Richard Locação de Móveis; e Alexandre Teixeira, da Enovarum Consulting

Mauro Campos, vice-presidente da Abrafac; Gustavo Cardoso, diretor da Corenet – chapter Brasil; Moacyr E. A. da Graça, da Escola Politécnica da USP; e Neil Shah, diretor da Royal Institution of Chartered Surveyors – RICs

Mauro Campos, vice-presidente da Abrafac; Gustavo Cardoso, diretor da Corenet – chapter Brasil; Moacyr E. A. da Graça, da Escola Politécnica da USP; e Neil Shah, diretor da Royal Institution of Chartered Surveyors – RICs

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
  
Temas das palestras proferidas no Seminário:

 
• O espaço como negócio: o ambiente de trabalho do século XXI, por Drª. Claudia Andrade – MBA/USP – Gerenciamento de Facilidades.

• Inovação no ambiente de trabalho em um mundo interconectado, por  Drª. Izabel Barros – Steelcase Inc.

• Uma experiência bem sucedida de inovação no ambiente de trabalho, por Eng. Alexandre Teixeira – Enovarum Consulting

• Innovations in Facility Management – An Overview and the Need for Mindset and Culture Change within Organization Settings, Prof. Dr. Danny Shiem-Shim Then – Hong-Kong Polytechnic University

• Inovação em Gerenciamento de Facilidades: uma plataforma para o desenvolvimento do setor, por Prof. Dr. Moacyr E. A. da Graça – Escola Politécnica da USP

• Innovation and Facility Management, por Dr. Neil Shah – RICS – Royal Institution of Chartered Surveyors

Destacamos que o leitor poderá acompanhar a síntese dos temas do CIB W070 na próxima edição da revista INFRA, aguardem!



PostHeaderIcon Conforto Ambiental: Uma Experiência Sensorial.

Durante a Renascença, os cinco sentidos eram entendidos como um sistema hierárquico formado pelo mais alto sentido (que era a visão) até o mais baixo (o tato). Isso refletia a imagem do cosmos, em que a visão estava correlacionada ao fogo e à luz; a audição, ao ar; o olfato, ao vapor; o paladar, a água; e o tato, à terra.

Hoje sabemos que a interpretação sensorial frente aos estímulos físicos – como a luz, o calor, o ruído e a umidade – é bem mais complexa e resulta em um significado psicoemocional que pode tanto causar prejuízos significativos como benefícios concretos ao homem em sua relação com o meio.

Nos ambientes de trabalho, por exemplo, diversos estudos comprovam que boas condições de conforto interno podem elevar a produtividade graças ao prazer e à possibilidade de trabalhar em um local mais adequado e eficiente.

No entanto, devemos reconhecer que um ambiente confortável para um grupo cujas atividades são sedentárias provavelmente se constituirá em um ambiente quente para aqueles que se movimentam com frequência, sendo praticamente impossível se obter uma temperatura compatível para ambos os grupos em ambientes de escritório – já que os layouts elaborados nem sempre levam em consideração que os sistemas de condicionamento do ar são programadas para funcionar em uma temperatura padrão estipulada pela lei, independente das atividades ali desenvolvidas.

Muitas vezes os usuários reclamam de ruído excessivo no ambiente de trabalho, enquanto medições efetuadas in loco demonstram que o nível está dentro dos padrões estabelecidos pela lei. Isso ocorre porque além da densidade o conforto acústico está diretamente relacionado ao movimento de pessoas captado pelos olhos e o trânsito constante (que provocam distração facilmente). Estações posicionadas adjacentes a áreas de convívio social, de reunião formal ou informal ou mesmo de pools de armazenamento e de impressão, por exemplo, são atingidos por um ruído de fundo intermitente que, mesmo nos níveis admitidos por lei, incomoda a tal ponto que leva a um maior número de pausas ao longo do dia e, consequentemente, à perda de produtividade. Estudos demonstraram que se gasta entre 10 e 15 minutos após uma interrupção do trabalho para que uma pessoa volte a se concentrar novamente.

O conhecimento dessas questões e suas origens ajuda a compreender as condições adequadas a serem oferecidas para as pessoas em seus ambientes de trabalho, sabendo-se que muitos dos problemas de saúde associados ao edifício de escritórios e seus ambientes não são percebidos de imediato e seus resultados prejudiciais somente serão sentidos após longos períodos de exposição a eles. Além disso, um sintoma pode ser causado por diversas razões. Uma dor de cabeça, por exemplo, pode ocorrer tanto por um problema de baixa qualidade de ar como de uma iluminação deficiente ou por excesso de ruído.

Essas interdependências demonstram que tentar separar essas diferentes variáveis e tratá-las de forma autônoma, usando somente métodos estatísticos, nem sempre é o melhor caminho, devendo haver um monitoramento constante das condições de conforto ambiental de forma integrada, tendo como principal parâmetro o feedback dos usuários.

Autora: Claudia Andrade (Sócia-diretora da Andrade Azevedo Arquitetura Corporativa)

Fonte: Revista CASA & mercado.

PostHeaderIcon ADMIRÁVEL MUNDO NOVO!

Quando lançamos o novo site e o blog entrou no ar, pensei em escrever algo que desse uma noção daquilo que pretendemos: abrir um canal para falarmos de ambientes produtivos, mas sob o foco da experiência humana, sendo um reflexo da complexidade do mundo tanto quanto das nossas inquietações. Imediatamente pensei no título para o primeiro artigo: admirável mundo novo. Há tempos li o livro homônimo de Aldous Huxley, escrito em 1931. O mundo era efervescente! Progresso industrial, expansão das corporações, avanços da ciência, crise econômica, desigualdades sociais. Não foge do que temos hoje. Tudo igual, mas incrivelmente de forma diferente!

Naquela época o mundo corporativo estava sob a égide do taylorismo. Sedes de empresas eram construídas com uma pujança quase gótica numa tentativa desenfreada de demonstrar, por meio da arquitetura, o poderio das organizações diante da pequenez do homem, visto até então como uma mera engrenagem da máquina industrial. Não é a toa que o admirável mundo novo de Huxley vislumbrava um futuro pautado por uma sociedade excessivamente organizada, padronizada e controlada pelos computadores já que o ser humano de forma passiva se deixaria subjugar mediante a idéia da felicidade eterna. Uma visão extremamente pessimista da capacidade do homem de se reinventar sem perder sua essência e sensibilidade.

No último século o mundo experimentou um grande progresso científico, tecnológico e econômico. As cidades cresceram, doenças tornaram-se curáveis, o progresso industrial permitiu maior conforto, salubridade e maior qualidade de vida mas, em contrapartida, acirrou as desigualdades sociais, desencadeou a luta desenfreada por competitividade, gerando estresse e valores equivocados onde o ter, muitas vezes, supera o ser em nossa sociedade.

Os avanços na tecnologia de informação fizeram o mundo encolher. A instalação em massa de cabos de fibra ótica submarinos e de banda larga possibilitou a transmissão global e o armazenamento de grandes quantidades de dados a um custo muito baixo. A popularização do computador de uso pessoal ao redor do mundo e a convergência de softwares aplicativos especialmente projetados criaram as plataformas de fluxos de comunicação globais. “Nunca houve tanta gente com habilidade de achar, elas mesmas, tanta informação sobre tantas coisas e sobre outras pessoas” escreveu Thomas Friedman em seu livro “O mundo é Plano” de 2005.

As redes sociais ao mesmo tempo em que nos fez sentir mais próximos das pessoas levaram nosso contato social para fronteiras antes inimagináveis. Assim como propaga mudanças, convoca revoluções. Nosso circulo de amizade se expandiu e globalizou enquanto o seio familiar diminuiu. Temos menos filhos, o mundo tem menos irmãos, menos tios e mais meias famílias dos pais separados que se casam novamente levando muitos a terem mais de um lar. Nossa noção de segurança foi por água abaixo junto com as torres gêmeas, os sistemas político-econômicos estão em choque – o embate entre capitalismo e comunismo foi dado como vencido pelo regime de livre mercado e os governos autoritários baseado em fanatismos doutrinários paulatinamente começam a ser expurgados.

Hoje somos mais nômades!   Podemos conhecer o mundo ao vivo e a cores ou na tela do computador. Vivemos hoje cercados pela homogeneização massificadora da globalização, como descreveu Domenico De Masi em uma passagem fantástica do seu livro “O ócio criativo”, publicado em 2000.

“Despertamos todos os dias com um rádio relógio que nos dá as notícias do mundo todo.  Tomamos banho debaixo de um chuveiro, cujas torneiras são alemãs e com um sabonete francês.   Vamos para o trabalho  com um carro cujo design foi feito na Itália, mas cujas peças provêm de vários países como o Japão e a Coréia. Competimos nos mercados mundiais com capitais de joint ventures, vendemos mercadorias e informações em todas as praças do planeta, escutamos um disco gravado em estúdios de diversos países e depois mixado em outros, sabemos que um vírus pode girar o mundo em poucos dias e infectar-nos de uma hora para outra. Vivemos numa cidade, trabalhamos em outra e tiramos férias numa terceira, atingindo cada uma delas num piscar de olhos. Conversamos em tempo real com o correio eletrônico, nos falamos e nos vemos através dos oceanos e dos continentes. Tudo isso provoca uma vertigem de onipotência, mas revela também a fragilidade humana…”

Por outro lado a idéia de uma sociedade baseada no conhecimento está se tornando menos imprecisa e mais evidente a cada dia, à medida que se evidencia que o que faz a diferença é a capacidade humana de processar informação e transformá-la, a partir da sua experiência, criatividade, aprendizado técnico, em algo de valor. Não que o conhecimento não tenha sido importante antes – não é à toa que somos o homo sapiens. Devemos refletir que, ao longo da história, a vitória esteve sempre nas mãos das pessoas que estavam na vanguarda do conhecimento: dos guerreiros primitivos que aprenderam a fazer armas de ferro e a derrotar seus inimigos armados com bronze; às empresas norte-americanas que durante centenas de anos se beneficiaram de uma força de trabalho bem instruída graças à eficiência do sistema educacional mais abrangente do mundo. Hoje, porém, a informação é a matéria-prima, a tecnologia é o meio, mas é a habilidade intelectual o principal ingrediente do que é produzido, vendido e consumido no mundo.

Se antes as empresas tratavam seus funcionários como servis, hoje – como detentores de um conhecimento especializado – são considerados associados, parceiros; se a comunidade se restringia ao convívio interno, hoje se amplia para os fornecedores, e clientes; se a informação era dependente de um meio físico, como o papel, hoje ela se encontra disponível em algum lugar na web e a agilidade ao acesso é um ponto-chave para o sucesso; se o ambiente de trabalho se restringia ao espaço da matriz, das nove às cinco da tarde, hoje se encontra em qualquer lugar e a qualquer hora, basta que tenha tecnologia disponível; se o negócio, antes centralizado tinha contornos geográficos e mercados bem definidos, além de concorrência restrita aquele setor, hoje está distribuído em diversos grupos de empresas, com abrangência global e concorrência ampla setorial e de mercado.

As mudanças sentidas neste início do século XXI vão muito além das produzidas pelas inovações tecnológicas. O que está mudando é a dinâmica da sociedade, seu modo de ser, pensar, agir, suas tradições e culturas; fazendo surgir um mundo novo. Tão diferente e admirável!

Autora: Claudia Andrade (Sócia-diretora da Andrade Azevedo Arquitetura Corporativa)


PostHeaderIcon Teletrabalho ainda é uma promessa para companhias do país

Apontado como uma tendência para o mundo corporativo na virada do milênio, o teletrabalho, ou o chamado trabalho remoto, ainda não deslanchou no Brasil como se esperava. Na maioria das grandes empresas, a adesão se restringe a situações específicas e não foram registrados avanços significativos nos últimos anos. “Por mais que a tecnologia já permita a um profissional se manter acessível e produtivo sem comparecer diariamente ao escritório, o mundo corporativo parece não estar totalmente convencido de que esse é um bom caminho”, lamenta Alvaro Mello, presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho (Sobratt) e professor da Business School São Paulo.Militante da causa há duas décadas, ele aposta que três fatores mudarão essa realidade nos próximos anos: o encarecimento dos imóveis, as crescentes dificuldades de deslocamento e as aspirações de maior flexibilidade demonstradas pelos jovens profissionais. “A nova geração valoriza muito a possibilidade de não se submeter a uma separação tão rigorosa entre vida pessoal e profissional, como acontecia com seus pais e avós”, diz.

Ironicamente, um exemplo de resistência ao trabalho remoto vem justamente do Google, um dos símbolos da evolução tecnológica e empregador dos sonhos para nove entre dez jovens da chamada geração Y. Com cerca de 300 funcionários no Brasil, a empresa não tem iniciativa de teletrabalho e não incentiva a prática. “Consideramos que trabalhar em casa é uma alternativa que só deve ser usada em casos de extrema necessidade e por tempo limitado”, avalia a diretora de RH para a América Latina, Mônica Santos.

Na opinião dela, o convívio é muito importante para que as pessoas se mantenham motivadas e vibrantes e isso tem reflexos diretos no resultado do trabalho. A saída encontrada pela empresa foi tornar o escritório mais atraente para os jovens profissionais. Para isso, recorre a estratégias como ter uma mesa de pingue-pongue e promover eventos como o dia da peruca, em que todos podem trabalhar ostentando os mais extravagantes e coloridos adereços sobre a cabeça – sem perder o foco na produtividade, claro.

Na Vale, outra referência atual do universo corporativo brasileiro, há apenas casos pontuais de teletrabalho. Um exemplo é o diretor de arquitetura de tecnologia da informação, o alemão Tobias Frank, que passa a maior parte do tempo em Seattle, nos Estados Unidos, onde reside. Vez ou outra, comparece à unidade mais próxima da Vale, a de Toronto, no Canadá. “São casos muito mais ligados a necessidades específicas de uma empresa com presença global do que parte de uma estratégia formal de promoção do teletrabalho”, explica o diretor global de recursos humanos e governança, Luciano Siani.

A Volvo, fabricante de carrocerias de caminhões e ônibus sediada em Curitiba, chegou a ensaiar um programa oficial de escritórios domésticos para algumas funções. Desistiu da ideia, contudo, há três anos, depois que as primeiras tentativas não foram bem-sucedidas. “Algumas pessoas se surpreenderam ao perceber que a experiência não foi tão satisfatória e produtiva quanto elas imaginavam”, descreve o diretor de recursos humanos e assuntos corporativos, Carlos Morassutti. Hoje, a empresa abre exceções para casos como funcionárias com filhos pequenos, mas não incentiva a prática.

A dificuldade de adaptação é um dos grandes empecilhos para a disseminação do teletrabalho no país. Muitos profissionais apreciam o ritual de sair de casa e só se sentem verdadeiramente integrados a uma corporação quando compartilham o ambiente com os colegas. Alvaro Mello, da Sobratt, diz que a maior dificuldade ocorre entre os profissionais com mais de 35 anos de idade, que se acostumaram a ser vigiados no ambiente de trabalho e, de certa forma, são movidos a cobranças. Para que a migração funcione, segundo ele, é fundamental ter disciplina. “O profissional e seus familiares têm de entender que ele está ali para continuar produzindo tanto quanto antes ou até mais. É preciso resistir às inúmeras distrações que a casa oferece”, avisa.

Outro dos motivos que fazem as empresas resistirem ao teletrabalho no Brasil é o rigor da antiquada legislação – a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de 1943, época em que algo semelhante a notebooks, internet e telefones celulares só existia nas páginas mais criativas da ficção científica. O temor, nesse caso, é que a falta de controle dos horários cumpridos abra espaço para cobranças judiciais de horas extras. Para a diretora de vendas Dalva Braga, da Ticket, esse fantasma já não é tão assustador. “Nosso departamento jurídico nos orientou a fazer um aditivo ao contrato de trabalho com a adaptação ao modelo”, diz.

O advogado Marcelo Gômara, sócio responsável pela área trabalhista do escritório TozziniFreire Advogados, chama a atenção para a necessidade de a empresa se preocupar também com a estrutura do escritório doméstico. “É preciso fornecer o mobiliário adequado, treinar e conscientizar o empregado sobre a forma correta de usar os equipamentos. O trabalho preventivo é fundamental para evitar passivos futuros”, diz.

Por Maurício Oliveira | Para o Valor, de São Paulo

Fonte: Valor econômico

PostHeaderIcon VISÃO GLOBAL: O robô roubou meu emprego

Mundo hiperconectado torna ambiente corporativo mais competitivo e reduz número de vagas de trabalho
* Thomas L. Friedman é colunista, ganhador do Prêmio Pulitzer

Tenho dado muitas entrevistas a canais de televisão ultimamente, e continuo impressionado com o avanço da tecnologia nos últimos anos. Essa é uma noite típica em uma importante rede de TV a cabo: você chega num estúdio em Washington e é recebido por uma pessoa que prenderá o microfone na sua roupa. Em seguida, ela o posiciona na poltrona do estúdio, e então você olha diretamente numa câmera robótica que está sendo operada por alguém numa sala de controle em Nova York e falará com o âncora, onde quer que ele esteja.

Imagine quantos empregos desapareceram reduzidos a apenas um. Levanto essa questão porque não há dúvida de que a razão principal da taxa de desemprego dos EUA ter chegado a 9,1% é a queda vertiginosa da demanda agregada na Grande Recessão. Mas não é a única. “A Grande Recessão” também coincide com a “Grande Inflexão”, e a determina. Na última década, mudamos de um mundo conectado (graças ao fim da Guerra Fria, à globalização e à internet) para um mundo hiperconectado (graças às mesmas forças que se expandiram num ritmo ainda mais acelerado).

O mundo conectado foi um desafio para os trabalhadores da indústria no Ocidente. Eles tiveram de competir com uma mão de obra barata. O mundo hiperconectado agora é um desafio para os trabalhadores de serviços. Eles precisam competir com um número maior de gênios vendidos a preços baratos – alguns dos quais são robôs ou microchips.

Escrevi sobre o mundo conectado em 2004, dizendo que o mundo tinha se “igualado”. Entretanto, quando fiz essa afirmação o Facebook mal existia – e o Twitter, os iPads e o Skype ainda não tinham sido inventados ou estavam engatinhando. Agora eles estão explodindo, estão nos conduzindo do conectado para o hiperconectado.

Trata-se, ao mesmo tempo, de um enorme desafio e de uma enorme oportunidade. Nunca foi mais difícil encontrar um emprego e nunca foi tão fácil – para os que estão preparados para esse mundo – inventar um emprego ou encontrar um cliente. Qualquer pessoa que tenha alguma ideia pode se lançar num empreendimento da noite para o dia, usando um cartão de crédito, acessando cérebros, músculos e clientes onde quer que seja.

O termo “terceirização” também se tornou obsoleto. Hoje as empresas podem e buscam os melhores executivos e os maiores talentos para conseguir seus objetivos em qualquer parte do mundo. Matt Barrie é o fundador da freelancer.com, que hoje tem uma lista de 2,8 milhões de freelancers que oferecem todo tipo de serviço que você pode imaginar – como alguém que procura um designer para projetar um buggy que funcione nas dunas.

Quarenta pessoas agora estão se oferecendo para o trabalho a um preço médio de US$ 268.

Na realidade, não existe mais “dentro” nem “fora”. No mundo hiperconectado, há apenas “bom”, “melhor” e “o gênio”. Gerentes e empreendedores de todas as partes agora têm mais acesso do que nunca às pessoas melhores e às geniais.

Obviamente, isto faz com que seja mais vital do que nunca ter escolas capazes de elevar e inspirar um número cada vez maior dos jovens a uma categoria melhor e cada vez melhor, porque mesmo os bons talvez não tenham mais chances e a média definitivamente desapareceu.

TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

Fonte: http://blogs.estadao.com.br

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