PostHeaderIcon Gallegos Office

Incorporar elementos da praia no projeto arquitetônico. Esta era a principal exigência da agência de publicidade Grupo Gallegos para a sua nova sede, projetada pelo escritório de arquitetura americano Lorcan O’Herlihy Architects. Afinal de contas, a agência fica bem ao lado do Pier de Huntington, em Huntington Beach, na Califórnia – oficialmente, a cidade do surf dos EUA!

O resultado infunde a estrutura existente – que, originalmente, era um cinema – com uma intervenção lúdica de cores e materiais vibrantes. Mais de 300 guarda-sóis personalizados foram usados para difundir a iluminação e esconder os extintores de incêndio.

Mas, deixar o ambiente lúdico e parecido com a praia não era o único objetivo do LOHA. Criar um local de trabalho verdadeiramente colaborativo – capaz de promover uma colaboração mais fácil e significativa entre os funcionários –, assim como a maioria dos projetos modernos de escritórios corporativos tem feito, também era uma necessidade. Por isso, parte do que os arquitetos fizeram foi derrubar muros e paredes e dar “conectividade visual” ao escritório.

Algumas salas, no entanto, precisavam de um pouco de privacidade – como as salas de conferências. Bem no centro do escritório, uma dessas salas fica suspensa e segue o mesmo padrão das demais: embora reservada, sua conexão visual é garantida pelas persianas “grafitadas” que dão vistas para o exterior.

Além da ampla área destinada ao lazer, que também é integrada visualmente ao restante do escritório (exceto a quadra de basquete!), outra característica interessante, que acaba fazendo parte do projeto, é o espaço destinado a bicicletas e, é claro, pranchas de surf. Muito bem vindas no escritório, elas podem ficar em qualquer canto ou penduradas pelo corredor, sendo facilmente absorvidas pelo ambiente.

Confira abaixo, a galeria de fotos do projeto:

Gallegos Office
Arquitetura Lorcan O’Herlihy Architects
Local Huntington Beach, Califórnia, EUA
Área 914 m²
Ano 2011

Fonte: Arq!Bacana.

PostHeaderIcon O Escritório no Século XXI

Novos conceitos de ocupação dos espaços físicos para atender à nova dinâmica de trabalho e, também, à chamada geração Y.

Claudia Andrade é doutora pela FAU-USP; Conselheira da ABRAFAC; Sócia da Andrade Azevedo Arquitetura Corporativa, Professora do curso de Design de Interiores da Faculdade Belas Artes; Professora Colaboradora do MBA de Gerenciamento de Facilidades da Escola Politécnica da USP; Co-autora do livro “Facilities Change Management”; Autora de “ A História do Ambiente de Trabalho em Edifícios de Escritórios: um século de transformações” e Membro do conselho editorial da revista Facilities, da Inglaterra, publicação oficial do Euro FM.

O surgimento da tecnologia da informação e a velocidade com que ela foi melhorando os processos, reduzindo etapas e criando novas tarefas, deu início a uma mudança na dinâmica das atividades de trabalho, nos ambientes de escritório.

Hoje, já podemos dizer que as pessoas trabalham a qualquer momento, em qualquer situação e em qualquer lugar. A tecnologia permite isso e, portanto, a necessidade de espaços físicos vem se tornando um aspecto muito mais relacionado à cultura da organização, à forma como as pessoas enxergam essa questão e ao status que esse espaço representa. Em outras palavras, o ambiente de trabalho está passando por profundas transformações.

Para Claudia Andrade, estamos vivendo o segundo momento mais importante de transformação no ambiente corporativo. “Se olharmos a história da evolução do ambiente de trabalho, podemos dizer que o primeiro grande momento de transformação ocorreu no século XX, com a expansão do setor de serviços e o surgimento das grandes corporações. O segundo é o atual, que teve início, no Brasil, na segunda metade da década de 1990, quando as empresas começaram a investir em automação”, disse.

Estudos apresentados pela palestrante demonstraram que não foi só a dinâmica de trabalho que mudou, mas também a utilização do espaço físico. Prova disso é que, em 1995, as pessoas passavam a maior parte do tempo em suas estações de trabalho, 15% dele com um colega e menos de 20% em atividades que demandavam algum movimento dentro do próprio ambiente corporativo.

Dez anos depois, já se verificava uma redução do tempo nas estações e aumento no tempo despendido em salas de reuniões, trabalhando com colegas e até mesmo, fora da empresa. Cada vez mais, as atividades dentro da organização são colaborativas, de base intelectual e mostram mobilidade.

Pensando em um mercado cada vez mais global, que exige mais agilidade e flexibilidade das empresas para que ganhem diferencial competitivo, é possível afirmar que ainda temos muitos layouts anacrônicos. Os ambientes de trabalho ainda são abertos, extremamente densos, ruidosos e não dão opções para que as pessoas possam realizar suas atividades em ambientes que suportam as mudanças.

“O ser humano é social e não tenho dúvidas de que precisamos do escritório, do espaço físico. No entanto, temos que entender de que forma esse espaço vai suportar as atividades e como torná-lo um ambiente instigante, agradável, que ajude no contato social e que funcione para alavancar o trabalho colaborativo, nesses processos cada vez mais complexos”, destacou Claudia, ressaltando a importância do layout acompanhar as mudanças.

A arquiteta destacou que, pela primeira vez na história, teremos uma geração que já nasceu plugada na internet comandando as empresas e acrescentou que “hoje, a chamada geração Y já é 50% da mão de obra mundial e devemos projetar para ela, ou seja, multitarefas, que dominam a tecnologia. Se as empresas querem reter talentos, terão que criar ambientes de trabalho que falem com essa geração, que faça sentido para ela”.

Além de ilustrar sua palestra com os diferentes tipos de ambientes que devem fazer parte de um planejamento para ambientes de trabalho (estações abertas, hot desk enclosed, box, salas para reuniões de todos os portes, etc.), Claudia pontuou que as empresas não se guiam mais por controle, mas sim por resultados e que nenhuma delas existe sem três tipos de recursos: RH – gestão de pessoas; Recursos Tecnológicos – ferramentas e processos e Recursos Físicos – área de facilities, de infraestrutura.

Por fim, elencou para os participantes os pontos mais importantes para o escritório do século XXI:

  1. Aumentar a produtividade, estimulando as pessoas e fazendo com que se sintam importantes para a empresa;
  2. Reduzir custos e cortar os desnecessários;
  3. Tornar a empresa mais flexível, encorajando a interação entre as pessoas;
  4. Suportar as mudanças, através de treinamento e alterando a gestão das pessoas;
  5. Reduzir impactos ambientais.

Fonte:ABRAFAC Workshops – Tendências para ambientes corporativos de escritórios.

PostHeaderIcon Conheça os escritórios mais incríveis do mundo.

Ambiente corporativo pode ser incubadora para manter-se competitivo e ter inspiração para inventar as melhores ideias
Lawrence W. Cheek, The New York Time

O espaço de trabalho ideal de Martha Choe não é sua sala particular, por mais bacana que seja, mas uma mesa longa e estreita no grande átrio da sede da Fundação Bill & Melinda Gates.
Localizada num mezanino aberto de dez metros de altura, a mesa recebe grandes faixas da luz do dia através do vidro do átrio e tem uma visão impressionante da torre Space Needle, a três quadras de distância. Não é particular nem silenciosa, mas Choe tem tudo de que precisa dentro do laptop e ela considera o espaço inspirador.
Ela aponta outra atração: “Aquela é a camisa de Nelson Mandela na parede atrás da mesa”.
Choe, que fazia parte da câmara de vereadores local, é a diretora administrativa da fundação e opinou bastante sobre o projeto do prédio. Desde o começo, um dos objetivos era dar aos mil funcionários uma variedade de espaços para acomodar diferentes tipos de trabalho.
“Existe o reconhecimento de que trabalhamos de maneiras diferentes e criamos espaços para abrigá-los. Uma das lições é compreender seu negócio e as coisas de que os empregados precisam para ter o melhor desempenho.”
O prédio foi projetado pela NBBJ, empresa de arquitetura com 700 funcionários que atua principalmente em Seattle. A estrutura é a culminação de ideias sobre a área de trabalho no século XXI que a NBBJ vem explorando em prédios de escritórios corporativos no mundo inteiro, incluindo os seus próprios.

Economia também no trabalho
Prepare o canto de estudos

Estes são os conceitos principais: Zumbido, barulho de conversas e agitação é bom. As salas particulares e expressões de hierarquia têm valor discutível. Menos espaço por trabalhador pode ser inevitável para a relação de custo-eficácia, mas ela pode ressaltar o ambiente de trabalho, não degradá-lo. Muita luz do dia é indispensável. Encontros casuais produzem energia criativa. E mobilidade é essencial.
Não se trata de uma tendência explosiva repentina. Segundo uma pesquisa da NBBJ, dois terços dos escritórios dos Estados Unidos têm algum tipo de configuração aberta. Contudo, embora esse design economize espaço e dinheiro dos empregadores, ele pode fazer o funcionário se sentir como gado. Então, como humanizar o ambiente?
Seattle funciona como tubo de ensaio por causa de vários fatores convergentes. Existe muito dinheiro aqui para experimentar com projetos. A mão de obra é relativamente jovem e aberta à inovação. E a cultura local valoriza muito a informalidade, a autonomia e o igualitarismo. As pessoas trabalharão muitas horas sob pressão caso se sintam respeitadas, mas não tolerarão serem tratadas feito Dilberts.
A maioria dos funcionários de escritórios em Seattle e outros lugares trabalha em ambientes muito menos inspiradores do que o de Choe. E a maioria dos empregadores tem muito menos para gastar e tornar as coisas agradáveis. (Bill e Melinda Gates colaboraram pessoalmente com US$ 350 milhões do custo de US$ 500 milhões do campus.) Porém, manter-se competitivo exige inventar as melhores ideias e o ambiente do escritório pode ser sua incubadora.

A NBBJ ocupa dois andares de 3.500 metros quadrados num prédio de escritórios de tamanho médio que projetou em 2006. Os arquitetos costumam passear com os clientes para mostrar como um ambiente aberto funciona.

Invista na cadeira de trabalho
Leve um pouco de verde ao ambiente de trabalho

Não existe nenhuma sala particular ou baia em nenhum lugar. E sempre existe algum alvoroço: são as pessoas se movimentando e se reunindo em grupos pequenos. O passeio deixa alguns clientes nervosos; eles se perguntam como seus funcionários iriam se concentrar num ambiente desses.
As pessoas se adaptam, garantem os arquitetos.
“Existem espaços para você se refugiar”, diz Eric LeVine, arquiteto da NBBJ. “Ou você se curva sobre a mesa, ou pode colocar os fones de ouvido e as pessoas verão que devem deixá-lo em paz.”
Brent Rogers, outro arquiteto da empresa, acrescenta: “Quem quer privacidade dá sinais disso. Você se torna mais sensível à linguagem corporal num ambiente de trabalho aberto”.
Nem todos os clientes corporativos da NBBJ pularam atrás do trio elétrico da informalidade e do zum-zum-zum. Quando a R.C. Hedreen Company, incorporadora imobiliária de Seattle, encomendou a reforma de um andar de mil metros quadrados num antigo prédio de escritórios no centro, há cinco anos, ela especificou um perímetro de salas particulares. Os espaços colaborativos servem para o trabalho criativo em equipe, mas as salas tradicionais permanecem sendo o porto de origem dos executivos.
“Individualmente, boa parte do dia de trabalho é consumida em tarefas executadas trabalhando-se sozinho em salas particulares”, disse David Thyer, presidente da Hedreen.

Susan Cain, autora de “Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking”, (Silêncio: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar; inédito no Brasil), é cética em relação a ambientes de trabalhos abertos – tanto para introvertidos quanto para extrovertidos, embora afirme que o primeiro grupo sofra muito mais entre o barulho e a agitação.
Segundo ela, os introvertidos se sentem por natureza mais confortáveis trabalhando sozinhos, assim eles se viram negociando um horário para trabalhar em casa ou se isolando com fones de ouvido para barrar o ruído – “o que é uma espécie de exigência maluca para um ambiente de escritório, se pensarmos nisso”, diz ela.
Cain também afirma que os humanos têm a necessidade fundamental de reivindicar e personalizar o espaço. “É a sala de uma pessoa. Suas fotografias estão na parede. É o mesmo motivo para termos casas. São zonas de segurança emocionais.”
O campus da Fundação Gates abordou algumas dessas preocupações. Seus executivos começaram com a proposta de que 70% das salas fossem fechadas. Em colaboração com a NBBJ, o modelo evoluiu para uma mistura de 60% abertas e 40% fechadas, com diversos espaços de “retiro” abertos e fechados, permitindo que personalidades diferentes encontrem os ambientes de trabalho necessários.
O campus ocupa cerca de cinco hectares numa área valorizada ao lado da Feira Mundial de Seattle, de 1962. Ele contém dois prédios em formato de bumerangue cobertos de vidro e pedra calcária europeia, e um enorme pátio privado com esculturas e jardins aquáticos.
Reportagens publicadas nos jornais locais online provocaram comentários de leitores divididos igualmente entre a admiração pelo design e crítica a uma fundação sem fins lucrativos que gastou meio bilhão de dólares em si mesma.
Contudo, os funcionários da fundação “estão trabalhando em problemas muito complicados e opressivos”, diz Kelly Griffin, arquiteta da NBBJ, assim o objetivo era um edifício que tornasse as pessoas mais interativas e produtivas.
Steve McConnell, sócio-diretor da NBBJ, sustenta que a transparência dos bumerangues é seu principal atributo. Os funcionários da Gates costumam viajar pelo mundo; pesquisas mostram que a exposição aos ciclos da luz diurna ajuda as pessoas a se recuperar mais rapidamente do jet lag. As pessoas circulam ao longo dos corredores do perímetro com paredes revestidas de vidro que dá para o pátio; o movimento constante anima o complexo inteiro.

As escadas estão posicionadas para terminar em pontos de encontro com cafés, copiadoras e agrupamentos com mobília informal, para que empregados de departamentos diferentes possam desfrutar de encontros ao acaso. Todos podem se movimentar livremente pelo campus, trabalhando onde quiserem. Todos os laptops são equipados com uma plataforma da Microsoft que permite a troca instantânea de mensagens, telefonemas e videoconferência, além de ferramentas para encontrar pessoas.
Quando o tempo está bom, centenas de trabalhadores migram para os diversos cenários no pátio – projetados pelos paisagistas da Gustafson Guthrie Nichol, de Seattle. Outros pontos preferidos são o átrio barulhento e as “divisórias”, silenciosas em contraste – o fim dos corredores se projeta no espaço cercado nos três lados por vidro do chão ao teto e mobiliado com apenas algumas cadeiras.
Uma amostra da opinião dos funcionários comprova que as pessoas usam e apreciam as opções. “Talvez o simples fato de passar do lugar habitual para outro local interessante, talvez seja esse vidro ao redor, muda as perspectivas sobre o que é possível”, afirma Alan White, subdiretor da gerência de operações do programa dos EUA da fundação.

Confira alguns dos escritórios:

Fonte: IG Economia

PostHeaderIcon Studio 1:1

Uma espécie de plug de internet gigante faz às vezes de mesa de reunião, os circuitos de computador, além de estarem na rede de PCs, também estão espalhados pelo piso do escritório. Assim é o projeto dos arquitetos holandeses do Studio 1:1 para a Stichting Kennisnet, empresa que oferece cursos e serviços gratuitos no campo de tecnologia da informação e comunicação (TIC).

Entretanto, por trás do apelo lúdico e da brincadeira com o mobiliário, há um sério pensamento de como um espaço corporativo e colaborativo deve ser projetado. A tal mesa em forma de plug de internet gigante e azul não serve simplesmente para decorar o espaço, além de chamar atenção para a importância da internet na atividade desenvolvida pela companhia, ela também pode ser usado como estação de trabalho alternativa, seguindo, assim, a tendência dos novos layouts de escritórios.

As linhas amarelas no chão, que fazem alusão aos circuitos de computador, são espelhadas por luminárias de LED no teto e servem como sugestões de caminho pelo espaço corporativo, facilitando, assim, o tráfego de pessoas. O percurso é interrompido quando as linhas alcançam o bar e transformam-se em uma bancada, com espaço para tomar café e realizar reuniões em até oito pessoas. O detalhe do mobiliário é que por entre os tubos, que compõem a bancada, passam a água e as fiações elétricas e de internet.

O espaço ainda conta com sofás e pufes que lembram as peças que compõem a placa mãe de um computador. Por fim, nas paredes, dois murais dão um toque de arte e consolidam a imagem do computador na atividade local. O primeiro, com peças coloridas, lembra os pixels da tela do computador, já o outro mural, feito com peças de teclados descartados, auxilia na solução acústica do ambiente, controlando a reverberação do som.

Confira a galeria de fotos, abaixo:

 

STICHTING KENNISNET – CENTRO DE CONHECIMENTO EM TIC
Arquitetura Studio 1:1
Data 2011
Área 465 m²
Local Zoetermeer, Holanda
Fotos Studio 1:1 – http://www.studio1op1.nl/

Fonte: ARQ!BACANA

PostHeaderIcon Design Belga ganhará exposição em Milão.

Escrivaninha e prateleiras Strates, da Objekten

Não só sobre o Brasil recaem os olhos do design internacional atualmente. Um outro país cada vez mais comentado nos círculos afins é a Bélgica, que vive um momento promissor nessa área e também nas artes plásticas. Prova disso é a exposição que está sendo preparada na Triennale de Milão para coincidir com o Salão do Móvel da cidade, evento mais importante do calendário mundial do design, que acontece em abril.

A mostra Perspectives pretende traçar um panorama do estado em que se encontra o design belga hoje, por meio de uma vasta coleção de produtos, protótipos e projetos a serem exibidos em Milão. Móveis e principalmente objetos tentarão revelar ao público a abordagem mais prática e cotidiana do design belga, marcado pelo uso de materiais mais crus, que evidenciam um caráter bastante “direto ao ponto”.

Banquinhos empilháveis  Diaphragm, de Michael Bihain

Ficam evidentes, pela seleção de peças a serem expostas, as questões com as quais designers e fabricantes belgas têm lidado atualmente: a instabilidade econômica europeia, o envelhecimento da população, impacto ambiental, desenvolvimento sustentável. Para isso, a mostra será dividida em cinco seções: design industrial, design artesanal, design- arte, design social e design colaborativo (estilo “open source”).

A proposta aparentemente carregada da exposição não deve assustar quem pretende visitá-la caso esteja em Milão para o Salão. Felizmente, os organizadores fazem questão de ressaltar que a mostra em nenhum momento deixa de lado a dimensão poética que o design pode trazer ao dia a dia.

Luminária de mesa Balance, de Nathalie Dewez
Instalação OS Waterboiler, da dupla Openstructures
Velhas moedas transformadas em broches constituem a série Changed Values, de D’Hanis & Lachaert
Luminária solar portátil O’Sun, de Alain Gilles
Espelho Elisabeth, de Jean-Francois D’Or
Sapatinhos montáveis Size 27, de Linde Hermans
Coleção New Basics, da Objekten

 

Fonte: Casa Vogue

PostHeaderIcon Escritório Lego

© Anders Sune Berg

Arquitetos: Rosan Bosch & Rune Fjord
Ano Projeto: 2010
Área construída: 2000 m²
Localização: Billund, Dinamarca
Fotógrafo: Anders Sune Berg

Os designers de LEGO são as pessoas mais sortudas do mundo – eles podem brincar com LEGO o dia inteiro! Já o departamento de desenvolvimento dos designers – LEGO PMD, possui um ambiente físico de trabalho que corresponde ao seu conteúdo lúdico – uma atmosfera onde a diversão, o jogo e a criatividade são fundamentais e onde o design físico proporciona aos adultos uma chance de ser parte da brincadeira das crianças.

© Anders Sune Berg

Com os valores “diversão”, “unidade”, “criatividade & inovação”, “imaginação” e “sustentabilidade” como base para o projeto, o LEGO PMD tornou-se um departamento único onde os designers podem participar do mundo de fantasia das crianças. LEGO não cria só diversão para os outros – trabalhar no LEGO PMD é divertido!

© Anders Sune Berg

A fim de criar um projeto com o foco em jogo, inovação e criatividade, foi dada total liberdade à imaginação. Do outro lado da sala, uma passagem existente foi transformada em um grande ambiente para se sentar, onde um estofamento azul claro torna a passarela em uma “nuvem” leve e macia.

© Anders Sune Berg

A nuvem se desdobra e se expande em sofás, assentos e um escorregador que conecta os dois pavimentos de modo lúdico e divertido.

© Anders Sune Berg

A ideia de escala é desafiada com elementos projetados como paredes gráficas de grama grande, um homem LEGO gigante e mesas com jardins de bonsai, assim, brincando com a percepção e a escala – quem é grande e quem é pequeno? Onde o trabalho acaba e a imaginação inicia?

© Anders Sune Berg

Através do desenho físico, os mundos de fantasia das crianças se tornam parte do dia-dia, originando a disposição para a criação do novo design para novos jogos e brincadeiras.

© Anders Sune Berg

Além disso, o projeto do LEGO PMD possibilita que os designers trabalhem mais próximos. No nível térreo, o espaço aberto no centro da sala cria um fluxo dinâmico onde os locais de encontros informais geram uma configuração para a interatividade social e a troca de informações.

© Anders Sune Berg

Para os lados, há uma sala para o trabalho concentrado e algumas plataformas de exibição especialmente desenhadas como pódios e torres modelo, possibilitando que os designers mostrem seus trabalhos, facilitando o compartilhamento de ideias e conhecimento pelo departamento.

© Anders Sune Berg

No primeiro pavimento, uma expansão da varanda criou espaço para cinco pequenas e três grandes salas de reunião, cada uma com sua própria cor, com fachadas de vidro e vista para o grande espaço aberto.

© Anders Sune Berg

Uma “Fun Zone” (zona de diversão) com uma mesa de barras amarelas cria um ambiente para relaxamento e interação social, onde o número de mesas para as crianças construírem torna possível que seus funcionários mais jovens testem os mais novos modelos e produtos.

© Anders Sune Berg

O novo LEGO PMD é um universo infantil onde a imaginação reina livremente – tanto para crianças quanto para os designers!

Ficha técnica:
•    Arquitetos: Rosan Bosch & Rune Fjord
•    Ano: 2010
•    Área construída: 2000 m²
•    Tipo de projeto: Interiores
•    Operação projetual: Reforma
•    Status: Construído
•    Materialidade: Plástico e Vidro
•    Estrutura: Metal
•    Localização: Billund, Dinamarca
•    Implantação no terreno: Isolado
Equipe:
1.   Arquitetos: Rosan Bosch & Rune Fjord
1.   Texto Original do inglês: Cortesia Autores

Fonte: Arch Daily

PostHeaderIcon WAN AWARDS 11 – Projeto Philips Head Office

PHILIPS HEAD OFFICE, SAO PAULO

First example of a new workplace concept in Brazil providing employees with high-mobility through shared use of space and technology, and management results.

Situated in Alphaville, a metropolitan area of Sao Paulo, the new Phillips Head Office has approximately 8000 sqm divided into four stories with 800 workstations to be shared by 1,000 employees, with no assigned workstation.

A mix of different workspaces were tailored to its business needs: open office areas for short and long stay and enclosed individual rooms were placed along the floorplan in order to facilitate communication or to be used for activities that require privacy and concentration, and for conference calls.

There are still different spaces for meetings – both formal and informal – and for integration and leisure. Breakout Spaces are turned into large social and convenience areas in a more relaxed and pleasant atmosphere. Meeting rooms of different dimensions can be found on the four floors.

The space settings were elaborated in accordance with the Global Design guidelines which were translated to the Brazilian cultural context originating, for this reason, the ideas of transparency, and incentive for creativity, innovation and well-being.

Upon arriving at the company, visitors are invited to SEE Phillips. Thus the corridor from the elevators to reach the reception areas where transformed into a tunnel, displaying the colors white and blue. The tunnel, with one of its sections shaped in a curve, works as a space for transition between the inside and the outside, the old and the new, the present and the future, what is already known and the unknown – increasing curiosity and, at the same time, reinforcing the way the brand is seen as innovative and connected to the new times.

Once inside, they have to FEEL Philips which is a colorful company. For this reason, the design was inspired in the Brazilian tropical atmosphere to show “an explosion” of green, yellow and magenta colors that compose the breakout spaces and the adhesive acrylic sheets used as high panels dividing the circulation areas between work groups.

The whole workspace is a show case of lighting solutions as well as a sustainable commercial site with the LEED accreditation.

View the photo gallery, below:

Fonte:World Architecture News

 

 

PostHeaderIcon Projeto Haiti

Project Haiti

Two years ago this week, Haiti was hit by the catastrophic earthquake that killed more than 315,000 people. As we look back and reflect on that monumental day, we see there is still a tremendous amount of work required to rebuild the country.

Where are we?
According to the U.S. Department of State , the United Nations has called this earthquake the largest urban disaster in modern history, affecting approximately 3 million people, displacing 1.5 million and creating 10 million cubic meters of rubble. Two years later some significant steps have been made – less than half of those originally displaced still remain in camps, half of the 10 million cubic meters of rubble has been removed and USAID has provided approximately $108 million for emergency shelter and shelter solutions – but we need to work faster and do so much more.

Update on Project Haiti
As many of you are aware, the U.S. Green Building Council, along with global architectural firm HOK as the pro-bono design partner, have been working to design and construct Project Haiti, an orphanage and children’s center in Port-au-Prince, which aims to be a LEED® Platinum.

Project Haiti

Project Haiti is part of our commitment to create a replicable, resilient model for rebuilding and will provide a safe, comfortable and nurturing environment for dozens of families in Haiti who need it most. Today, we release HOK’s new design renderings and continue to push forward on making Project Haiti a reality. HOK’s sustainable design strategies are sensitive to the culture and history of Haiti, while at the same time they include passive elements that require minimal maintenance and are not dependent on mechanical systems.

Project Haiti
Aspects such as natural ventilation, a safe water supply, an on-site power generator that uses solar, wind and biofuel and biomimetic design features will all be incorporated to create a building that is environmentally and financially sustainable for the people of Haiti.

Donate Haiti

» Learn more about HOK’s sustainable design for Project Haiti
» Learn more about Project Haiti

Also visit USGBC’s blog to view “stories of support” for Project Haiti and read a message from USGBC’s President, CEO and Founding Chair Rick Fedrizzi.

PostHeaderIcon O moderno e inovador escritório da BBC na Inglaterra

 

O projeto do novo escritório da BBC Norte começou com a pareceria entre a ID:SR e um grupo de trabalho da BBC, pensando em como eles poderiam criar um ambiente de trabalho em um bairro urbano e próspero.

Como a BBC começou a planejar a mudança de 2.300 postos para seu novo centro de MediaCityUK em Salford, eles encomendaram com a ID:SR o projeto para uma nova sede da corporação, que refletisse a incrível criatividade de sua equipe e o conteúdo que eles produzem. O projeto foi concretizado em fases e foi recentemente concluído no fim do ano de 2011.

Aplicando a sua atividade orientada à abordagem do design, a ID:SR trabalhou com a BBC para criar uma solução de design que lhes permita trabalhar de forma mais eficaz e criativa em menos espaço, mais eficiente. A BBC Norte oferece uma variedade de ambientes de trabalho que refletem propriamente como cada um de seus departamentos realmente funciona. Por reimaginar o escritório como uma cidade, a ID:SR criou um novo local de trabalho, que é de utilidade centrada em vez de uma mesa central, e que é animado pela maneira como as pessoas compartilham seus espaços e amenidades.

A sede nova da BBC Norte reflete o dinamismo da era digital: enquanto ele é global e oe-tech também é autêntico e local. Juntos, criamos uma cidade que media um lar para pessoas criativas.

As fotos mostram os diversos ângulos da nova estrutura corporativa da empresa. Confira as imagens, abaixo:

Fonte: ID:SR


PostHeaderIcon Produtividade do Futuro.

Sede da Philips

Por Giovanny Gerolla Fotos Pedro Vannucchi

Arquitetos previram espaços nos quais funcionários
não tem mesas privativas, e projetaram um escritório
que prioriza acirculação e a interação exigidas por
uma nova geração de profissionais e de modo de trabalho

Bastou a chamada geração Y – aquela nascida frente ao computador e à internet – chegar ao mercado de trabalho, para que conceitos norteadores da projeção de escritórios fossem colocados em cheque. No caso da Philips, a preocupação com a transparência e com espaços bem iluminados e abertos como estímulo à criatividade, à inovação intelectual produtiva e ao bem-estar fez a empresa buscar a parceria da Andrade Azevedo Arquitetura Corporativa.

Já sob o domínio das novíssimas tecnologias e redes virtuais, funcionários que chegam às corporações mostram-se habituados ao processo de absorção de uma grande quantidade de informação, porque são estimulados desde muito cedo. “São pessoas rápidas, inquietas e que não conseguem ficar paradas em um mesmo lugar, fazendo uma coisa só, ao longo de todo o dia”, analisa a arquiteta Cláudia Andrade.

O conceito Workplace Inovation (WPI), da Philips, foi trazido da Holanda e passou a ser estudado em seus pormenores pelo escritório de arquitetura aqui para projetar os quatro novos pavimentos da sede da Philips em Alphaville, região metropolitana de São Paulo. “O projeto leva em conta a realidade social atual, e para o ambiente de trabalho para ser flexível e estimulante”, explica Cláudia.

No novo escritório, ninguém tem lugar fixo de trabalho. Isso foi pensado porque, durante o expediente, várias atividades são exercidas – há momentos de encontros com grupos, outros de concentração para produção de relatórios ou conference calls, ou ainda de descontração para produção e reuniões informais.

“Pesquisas mostram que se você muda de ambiente por dez minutos e conversa, ou ouve uma música, estará regenerando para continuar o trabalho de modo muito mais produtivo”, justifica a arquiteta. Com isso, o projeto propôs espaços como organismos vivos, sempre em movimento.

O WPI, por sua vez, pedia por um menu variado de estações de trabalho. Os chamados Open Worksettings são locais abertos para atividades rápidas, onde o funcionário permanece até por no máximo, duas horas. “Não têm ergonomia própria para períodos mais extensos, conta Cláudia. A conexão é sem fio e nas baixas não há monitores nem teclados fixos: cada funcionário traz seu notebook.

Já os Enclosed Worksettings são salas pequenas, fechadas e individuais, para atividades que exijam silêncio e concentração no uso só telefone ou do computador.

“Há ainda diferentes espaços para reuniões – formais e informais -, e de integração e descontração”, enumera a arquiteta. Os Break Out Spaces se transformam em grandes áreas sociais de conveniência, que também servem para o trabalho em local descontraído de luz mais intimista. Salas de reunião estão em todos os quatro andares.

Cada andar foi dividido em quatro quadrantes que comportam, individualmente, uma espécie de vizinhança. Esse layout aproximou pessoas que trabalham por um mesmo fim e um mesmo bloco de cada pavimento. Isso não impede, no entanto, que quem tenha questões a resolver em outro departamento, em dia determinado, não possa simplesmente mudar de andar, carregando sua máquina.

“O mais importante é que cada um desses bairros, ou vizinhanças, tivessem tudo por perto – espaços abertos, privativos e de conveniência, além de tipologias diversas para salas de reunião.” Cada quadrante tinha que ser como um microcosmo completo da empresa.

O primeiro andar se diferencia, sua metade é ocupada por área de serviços, treinamentos, lanchonete, expedição, ambulatório e espaço de bem-estar. No quarto andar está a recepção e a maior sala de conferência.

“Como não haveria locais fixos de trabalho, um dos desafios foi encontrar um local próprio para correspondências. Para isso, na chegada de cada andar, há escaminhos – único espaço que pertence a seu grupo de trabalho.

DE CORES E LUZES A Philips possui guidelines para a comunicação visual de seus edifícios que conduzem arquitetos e lightthing designers. Assim não só a Andrade Azevedo, mas também a Franco & Fortes, responsável pelo projeto de luminotécnica, tiveram de estudar minuciosamente esses princípios básicos. “Desse estudo vieram as idéias de transparência, estímulo à criatividade e à inovação e ao bem-estar”, confirmam os arquitetos Cláudia e Gilberto Franco.

“Ao chegar à empresa, é preciso ver a Philips. Daí as cores branco e azul em um túnel que conduz visitantes dos elevadores à recepção”, apontam. O túnel, com uma de suas fases curva, foi executado em chapa de alumínio tipo ACM e pintura branca fosca. “Serve como espaço de transição entre o extremo e o interno, o velho e o novo, o futuro e o presente, o inusitado e o já conhecido – aguçando a curiosidade, ao mesmo tempo em que reforça a imagem da marca, como inovadora e conectada com os novos tempos.”

Elementos gráficos marcam a comunicação visual, enquanto tons de amarelo e magenta compõem circulações e divisões entre grupos entre grupos de trabalhos, com painéis de acrílicos adesivados.

Nas recepções e áreas de circulação, o forro é de gesso. As áreas de circulação, o forro é de gesso. As áreas de trabalho receberam forro modular acústico em placas de 62,5m x 62,5m, para melhor absorção de ruídos. Nos pisos usou-se carpete em placas que também possuem propriedades acústicas absorventes. “Recepção e área de integração têm piso vinílico e em réguas ou silestone branco, mais nobre.”

A especificação do mobiliário seguiu padrão estabelecido pelo WPI para ergonomia e funcionalidade: as cadeiras buscaram também atender a requerimentos legais brasileiros e às exigências da certificação de sustentabilidade.

A iluminação, por fim foi elemento importante, uma vez que a própria Philips é marca de forte presença neste setor. Para as áreas de conveniência, a atmosfera é cenográfica. Nas áreas de trabalho, mais dedicada. “A indicação das circulações é clara, e sancas foram destacadas; o cliente nos forneceu ainda luminárias decorativas que se associam a LEDs em diferentes formatos”, relata Gilberto Franco.

Grandes áreas de trabalho recebem lâmpadas fluorescentes, por serem duradouras e mais econômicas. Pontos de conveniência ou especializados substituem as dicroicas. A economia foi fio condutor de toda a concepção.

Fonte: Revista AU Ano 26, Edição 205 – Abril 2011.